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A música regional brasileira de Carlinhos Veiga

Carlinhos Veiga nasceu em Goiânia, e desde pequeno foi influenciado pela musicalidade sempre presente na família. Nos anos 80, iniciou sua carreira, caracterizada desde então pelo compromisso com as raízes culturais brasileiras.

Muito embora sua música tenha por base instrumentos característicos da sonoridade regionalista, como a viola caipira, a viola de cocho, o acordeom, as percussões, entre outros, a aplicabilidade dos mesmos resulta num som com nuances urbanas, fruto dessa miscigenação de sonoridades. Seu trabalho tem, ao mesmo tempo, a influência da música de raiz e de artistas consagrados da música popular brasileira.

A viola caipira foi introduzida no trabalho de Carlinhos em 1990, quando ainda atuava no grupo musical Expresso Luz. Cinco anos mais tarde participou do Prêmio BEG Natureza, promovido pelo Banco do Estado de Goiás, recebendo o prêmio maior na categoria canção. O resultado foi a gravação de seu primeiro CD solo, TERRA (1995).

Em 1997, com sua transferência para Capital Federal, fez novas parcerias e amizades musicais que acabou resultando em novos projetos. Uma das faces foi o lançamento do CD MENINO pela produtora Estação, em março de 1999.

Em 2002 lançou o seu terceiro trabalho, MATA DO TUMBÁ. A grande inovação deste CD foi a busca de uma sonoridade acústica mais fiel. Ritmos como o bumba-meu-boi, pagode de viola, folia de reis, marcaram presença. O consagrado músico Hélio Delmiro participou especialmente em três faixas.

Com uma banda consolidada, lançou em 2003 o CD SANTA LOUVAÇÃO, gravado praticamente ao vivo em estúdio, por isso cognominado “quase ao vivo”.

Numa parceria com o músico capixaba Rogério Pinheiro, seu antigo companheiro de Expresso Luz, compôs, produziu e gravou o SIRIPEQUI – entre mangues e cerrados, no ano de 2005. Nesse trabalho Veiga e Pinheiro cantam suas terras: o mangue e o cerrado, o siri e o pequi.

Em FLOR DO CERRADO, gravado em 2007, registrou canções de sua autoria e de compositores que possuem um significativo trabalho na música popular brasileira. As canções regionais já consagradas pelo público em geral como “Pagode em Brasília” e “Poeira” foram revisitadas com novos arranjos. O CD teve o patrocínio e apoio cultural do FAC – Fundo de Arte Cultura, da Secretaria de Cultura do Governo do Distrito Federal (GDF).

Ainda em 2008 realizou o projeto PELAS ESTRADAS DESSES BRASIS, em parceria com a Funarte – Ministério da Cultura. Nele realizou uma série de quatro shows dividindo o palco com músicos de diversas regiões brasileiras: Stênio Március (São Paulo), Rubão (Maranhão), Expresso Luz (Goiás) e Telo Borges (Minas Gerais).

Nos últimos anos Carlinhos se apresentou nos principais espaços culturais de Brasília, como a sala Martins Penna do Teatro Nacional, Teatro SESI de Taguatinga, Estação 504 do SESC, Feitiço Mineiro, Sala Cássia Eller do Complexo Cultural da Funarte e Clube do Choro. Já apresentou suas canções em várias cidades brasileiras bem como em países como Angola, Estados Unidos, Portugal e Itália. Em 2008 encerrou o show da prévia do Brazilian Day, em Nova Iorque, sendo recebido calorosamente pelo público presente.

Em 2009, Carlinhos Veiga foi um dos 60 artistas brasileiros selecionados, dentre os mais de 2.500 inscritos, para a participação no Projeto Pauta Funarte, divulgando a cultura brasileira.

No final de 2010 foi premiado em dois festivais, “Festival Nacional FM”, com a canção Maragogi, e no “Prêmio Tom Jobim de música”, pelo SESC, com a canção “Catavento”. Em ambos festivais recebeu a premiação de Júri Popular.

Recentemente Carlinhos Veiga lançou o seu primeiro DVD, “Chão”, gravado na cidade histórica de Pirenópolis, no estado de Goiás. A produção foi da Toca de Barro Filmes. Em sua agenda constam lançamentos em várias partes do país e também no exterior.